Reforma trabalhista é proposta de estado, não de governo, diz Ricardo Ferraço Reforma trabalhista é proposta de estado, não de governo, diz Ricardo Ferraço

Em visita a sua cidade natal, Cachoeiro de Itapemirim, o senador Ricardo Ferraço (PSDB) falou sobre a Reforma Trabalhista que tramita no Congresso Nacional e da qual ele é o relator, por meio da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Ele participou do evento na segunda-feira (12) que apresentou aos empresários do Sul do Espírito Santo o andamento da implantação da Ferrovia Litorânea Sul e, na saída, parou para falar com a reportagem do Grupo Folha do Caparaó.

Para Ricardo Ferraço, a proposta serve para atualizar as leis trabalhistas. “As nossas leis são dos anos 40.
Elas não dialogam mais com a realidade atual. Portanto, atualizá-las é muito importante para geração de
emprego e oportunidades”, comentou. E acrescentou: “estamos fazendo isso com todo o cuidado necessário, porque todo esse aperfeiçoamento tem uma premissa: preservar todo o direito de quem trabalha na área urbana e rural. Não há direito sendo suprimido”.

Sobre a acusação de que a Reforma poderia prejudicar os trabalhadores, o senador disse que “jamais
aceitaria uma tarefa como essa se não fosse para manter e fortalecer o direito dos trabalhadores”.

O senador acrescentou ainda que a Reforma Trabalhista é uma agenda de Estado. “Essa é uma proposta de Estado, da sociedade brasileira, não de um governo. Olhando para outros países que adotaram essas
medidas, eles só prosperaram. Então, temos que mirar nos bons exemplos. E é isso que estamos fazendo”,
finalizou Ricardo Ferraço.

Reforma trabalhista

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou a reforma trabalhista (PLC) 38/2017. Foram 14 votos
favoráveis e 11 contrários após mais de nove horas de debates. Todas as mais de 240 emendas foram
rejeitadas. Pelo acordo firmado entre governo e oposição, de seguir os trâmites normais do processo
legislativo, a matéria agora será analisada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e depois na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) antes de seguir para o Plenário. O texto do relator, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), foi aprovado na íntegra, sem mudanças em relação ao parecer aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de abril. Ferraço fez apenas sugestões de vetos à Presidência da República em temas polêmicos.

Hoje, a CAS deve ler o seu relatório.

Voltar ao Topo

COMPARTILHAR