Contas externas brasileiras fecham com superávit em maio Contas externas brasileiras fecham com superávit em maio

As contas externas voltaram a ficar no azul em maio, quando foi registrado um superávit de US$ 2,88 bilhões, informou o Banco Central nesta terça-feira (27). Foi o terceiro mês seguido de resultado positivo.

Esse também foi o melhor resultado para meses de maio desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. Deste modo, foi o melhor mês de maio em 23 anos.

A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

O bom resultado das contas externas em maio está relacionado, novamente, com o saldo positivo da balança comercial brasileira que, em maio passado, apresentou o melhor resultado da série histórica do Ministério da Indústria para o mês.

Acumulado do ano

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, porém, as contas externas registraram déficit de US$ 616 milhões. Apesar do resultado negativo, ele foi bem menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando totalizou US$ 5,99 bilhões.

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, dise que o déficit em transações correntes, no acumulado deste ano, é o melhor resultado para este período desde 2007.

Para todo o ano de 2017, o Banco Central revisou para US$ 24 bilhões sua projeção para o déficit em transações correntes, que antes estava em US$ 30 bilhões.

No ano passado, o rombo das contas externas somou US$ 23,5 bilhões, melhor resultado para um ano fechado desde 2007.

Investimento estrangeiro

O Banco Central também informou nesta terça-feira que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira atingiram US$ 2,92 bilhões em maio, com queda frente ao mesmo mês do ano passado, quando os investimentos totalizaram US$ 6,14 bilhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, porém, houve crescimento dos investimentos estrangeiros: US$ 32,45 bilhões, contra US$ 29,91 bilhões no mesmo período do ano passado. Esse resultado foi influenciado pelo aporte recorde de investimentos estrangeiros em janeiro.

 

Para 2017, o Banco Central manteve em US$ 75 bilhões sua estimativa para os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira. Deste modo, os investimentos continuariam suficientes para "financiar" em sua totalidade o déficit das contas externas do período – cuja estimativa do BC é de US$ 24 bilhões neste ano.

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