Eike Batista fará delação premiada contra o ex-presidente Lula, o ex-ministro Guido Mantega e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral Eike Batista fará delação premiada contra o ex-presidente Lula, o ex-ministro Guido Mantega e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral

A defesa do empresário Eike Batista prepara anexos de uma possível delação premiada em que citará o ex-presidente Lula, o ex-ministro Guido Mantega e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O empresário diz que quer colaborar desde a sua prisão em janeiro -ele está atualmente em regime domiciliar. Mas procuradores da Lava Jato no Rio tem mostrado pouco interesse no inicialmente apresentado pelo empresário.

O objetivo agora é tentar fechar acordo na Procuradoria-Geral da República. Sobre Lula, Eike deve relatar lobby feito pelo petista em favor de sua empresa, como informou o jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmou a reportagem.

O empresário tem dito que o ex-presidente não recebeu propina pela defesa de seus interesses. Contudo, Eike vai detalhar o repasse de R$ 5 milhões ao marqueteiro João Santana para quitar dívidas de campanha do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT). Ele já depôs sobre o caso no ano passado em Curitiba.

Em relação a Cabral, Eike deve confirmar a propina de US$ 16,5 milhões pagas no exterior -repasse que o tornou réu na Justiça Federal do Rio. O empresário também pretende detalhar o empréstimo de seu jato ao peemedebista, bem como outros favores. A defesa de Eike está reunindo informações de executivos e ex-funcionários do grupo EBX para apresentar.

No Rio, ele enfrentou resistência de procuradores por, na análise do MPF, ter mentido sobre repasse de R$ 1 milhão ao escritório da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. Em depoimento espontÔneo, disse que a banca havia sido indicada pela Caixa Econômica Federal, parceira da REX num empreendimento imobiliário. O banco negou a informação.

O rumor sobre a delação se intensificou após o segundo adiamento de seu depoimento na Justiça Federal no Rio. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Estado, já postergou em outras ocasiões depoimento para que as negociações sobre delação fossem finalizadas.

 

 

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