Famílias de vítimas cobram da Chapecoense Famílias de vítimas cobram da Chapecoense

Pouco mais de dez meses após o trágico acidente aéreo com o avião que levava a delegação da Chapecoense, profissionais de imprensa e convidados a Colômbia, as incertezas ainda são muitas e os motivos para preocupação apenas crescem.

Na última sexta-feira, o clube catarinense e a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas (AFAV) se reuniram para que novos documentos sobre o caso fossem compartilhados, e também para discutir como seria dividido o valor arrecadado pela Chape com os amistosos internacionais que a equipe fez recentemente.

No encontro, o segundo em menos de 15 dias, o departamento jurídico da Chapecoense entregou cópias dos seguintes documentos: relatório preliminar do acidente; certificado da aeronave e matrícula Lamia; contrato firmado entre Associação Chapecoense e Lamia; apontamentos da Sra. Célia Castedo Monasterio sobre o plano de voo; e o plano de voo. Muito pouco, na opinião de Fabienne Belle, viúva do Cezinha, ex-fisiologista da comissão técnica catarinense, um dos 71 mortos.

“A maior preocupação nossa são os prazos. Nós sabemos que todas essas questões têm um prazo para ser levada à justiça. Estamos completando dez meses (do acidente) e até agora não evoluímos em absolutamente nada. Mesmo a entrega desses documentos mostra que pouco evoluímos nas questões das investigações e responsabilidades”, argumenta a presidente da AFAV, que sequer tem informação sobre a data limite para tal.

Fim de prazo

Toda a investigação precisa ser concluída até 29 de novembro e até agora apenas indenizações de seguros de vida previstos nos contratos dos jogadores e dos profissionais de imprensa que acabaram mortos foram acertados.

“Ainda não recebemos nada, nenhum familiar recebeu nada. O seguro foi negado, porém, eles nos ofereceram um fundo humanitário de 200 mil dólares por vítima. Caberia a cada família aceitar ou não, mas ninguém aceitou, principalmente porque não ficou definido que tipo de situação seria caso alguém aceitasse”, afirma uma das viúvas.

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