Três são condenados pela morte da cantora do grupo Kaoma Três são condenados pela morte da cantora do grupo Kaoma
Os três acusados pelo assassinato da cantora Loalwa Braz Vieira Machado Ramos, do grupo Kaoma, foram condenados a 37, 28 e 22 anos de prisão pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). 
A decisão foi dada na segunda-feira (8) pela 1ª Vara de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio. Os acusados podem recorrer, mas em regime fechado.
 
O corpo de Loalwa Braz, de 63 anos, vocalista do Kaoma na década de 1990, foi encontrado em um carro incendiado no dia 19 de janeiro de 2017.
 
Julamento chegou a ser adiado
Wallace de Paula Vieira foi condenado a 37 anos de prisão. Além de Gabriel Ferreira dos Santos deve cumprir 28 anos e Lucas Silva de Lima, 22 anos. Segundo a polícia, os três homens invadiram a pousada que pertencia a Loalwa, a colocaram no veículo e levaram para a Estrada da Barreira, em Bacaxá, distrito de Saquarema. A cantora ficou conhecida pelo hit "Chorando se foi".
 
Enterro na Serra-ES
 
A cantora só foi enterrada em março de 2017, após a confirmação por meio de teste de DNA de que o corpo era mesmo de Loalwa. Ela foi levada da funerária em Bacaxá, distrito de Saquarema, para Serra, no Espírito Santo. Na época, a família reclamou da burocracia para a liberação do corpo.
 
Carreira
Loalwa nasceu no Rio de Janeiro e iniciou a carreira aos 13 anos. Cresceu em meio à música, tendo o pai chefe de uma orquestra popular e a mãe pianista clássica. A artista ficou conhecida como a voz da lambada, ritmo que se consagrou nos anos 80. Vocalista do grupo Kaoma, Loalwa alcançou o topo das paradas musicais com "Chorando se foi", que foi levada a 116 países ao longo de duas décadas.
 
Ela permaneceu no grupo de 1989 a 1999. Um dos discos mais famosos foi "Worldbeat" (1989), que, além de "Chorando se foi", trazia a faixa "Dançando lambada". A cantora teve mais de 25 milhões de discos vendidos e mais de 80 discos de ouro e de platina.
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